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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Começo, meio e fim...

A vida é feita de ciclos pertinentes ao crescimento pessoal e a evolução da nossa raça...
Toda vez que escolhemos uma jornada, consciente ou inconscientemente, iniciamos um ciclo que necessariamente terá começo, meio e fim... Porque é disso que depende o processo de transformação e desenvolvimento real. Tudo que para, estaciona, impede a evolução natural do universo...
Somos de natureza dinâmica, constante, flexível, contínua, excitada, curiosa, agitada, infinita, inquieta que promove incríveis movimentos de metamorfoses incansáveis, quando negamos esta natureza adoecemos e "necrosamos a alma"....

Gosto do som do Gil - DRÃO, pq define em poesia o que é a nossa existência aqui...

Basta escolher com coragem e consciência qual caminho decide trilhar...


McSàlomão


DrãO

Gilberto Gil

Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela noite escura...

Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora

Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão

Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão

drão!
drão!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quem? Eu? Sei de nada Não...


   Todo ser humano tem capacidades, potenciais, dons abençoados que não utiliza porque fica "parado" na fila da lotérica, esperando sua vez pra fazer uma "fézinha"; ou sentado na mesa do bar, lanchonete, padaria, boteco tomando umas "breja" se anestesiando. Outras tannnnnnnnnntas vezes enfia a cara no culto, na gira, na missa, no ritual, nas celebrações de alguma filosofia religiosa acreditando no escambo com os santos, as entidades, os seres de luz para que seu desejo seja atendido... 
   Takeuspariussss.....
   Quando será que a "rapêize" vai cair na real e assumir a autoria da própria jornada?
   Não sou contra o momento de lazer, a diversão, a descontração, o descanso, mas quando tudo isso torna-se o objetivo de vida de tantos (como vejo crescer a cada dia) acredito que, no mínimo, o desperdício de vitalidade, força, criatividade, energia concretizadora é imenso, contínuo, desenfreado e o grande vilão na vida de cada ser humano que escolhe trilhar esta estrada.
   Sempre penso: "Caraca! A ousadia e a coragem dos "brows" em subir no telhado pra expressar sua vibe, suas idéias, sua filosofia através da "pixação", podia ser aproveitada em tantas atividades construtivas e enriquecedoras pra eles mesmos."
   Existe uma infinidade de situações, onde as habilidades aparecem e "mostram" as alternativas de possíveis caminhos para o nosso desenvolvimento, nosso desabrochar e nossa guinada de 180º na vida. Tudo isso acontece cotidianamente na vida de TODOS NÓS. O que faz com que esta realidade se concretize na vida da gente é a escolha que uns fazem em sair do caminho viciado do vitimismo, reclamismo, criticismo e embarcam na jornada de conscientização do próprio poder, autonomia, autoria da própria história e os outros permanecem na "preguiça emoicional" que continua indicando o caminho do enclausuramento cerebral, anulação e anestesiamento da massa encefálica em favor da ilusão da crença no protecionismo paternalista e manipulador dos padrões limitadores de certo e errado, bom e ruim, beleza e feiura, bem e mal, politicamente correto e incorreto. Essa dualidade que só serve ao poder manipulador de quem sabe que livre pensadores, mentes ampliadas, questionadores e não guerrilheiros, seres humanos pensantes e não apenas críticos(pq estes falam, falam, falam, mas continuam comprando seus óculos de griffe, e ganhando IPADs, TABLETs do papai, da vovó, do namoradinho, etecétera e tals), NÃO se submetem aos conceitos preconceituosos porque assumem a própria força, ética e responsabilidade pelo caminho que trilham e não culpam ninguém por isso e nem exigem nada de quem quer que seja, porque EXECUTAM este poder diariamente na própria vida.




   Quem EXERCITA a compreensão de sua vida, não tem tempo para tentar entender nada além de si mesmo.

   Quem PRATICA a ética em sua vida, sabe que os próprios princípios e ações são o ímã de TUDO e TODOS pra sua realidade.

   Quem FAZ a diferença em sua realidade, não tem tempo de cuidar da realidade do outro.


(McSàlomão)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Foco





FOCO

"Em nossa jornada, podemos passar por diversos desafios em nosso crescimento enquanto indivíduos. Temos que manter o foco. Podemos seguir o exemplo do ponteiro do relógio: ele não olha para a direita, nem para esquerda, e nem para o que passou; ele mantém seu próprio ritmo, constantemente se movendo para frente, sempre avançando."

Dadi Janki
(Diretora Mundial da Brahma Kumaris)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Bíbidi Bóbidi Buuu...


Salagaduuula... Mechicabuuula... Bíbidi... Bóbidi... Buuu...

   E pensar que um dia a gente acreditou que existia mesmo a tal da Fada Madrinha. Não que seja péssimo ter estes instrumentos no processo de orientação da vida que desabrocha e cresce... É legal, bonito e fofoleto ver/assistir aos filmes da Cinderela - a Gata Borralheira, da Bela Adormecida - Princesa Aurora, da Branca de Neve, A Pequena Sereia - a Ariel, etecétera... E é bacana e interessantíssimo assistir toda aquela movimentação do enredo, toda a magia que há nos contos de fadas, principalmente, porque foi escrito por "gente" que também é gente como a gente...hehehehe... Os sonhos, desejos, medos, conflitos, inseguranças, emoções, paradigmas culturais, dogmas sociais e todo o universo emocional do ser humano é sempre retratado ali... Mas quando a gente sai deste universo mágico e vai para a vida real... Aiaiaiaiiiiiiiiiii... É muito difícil lidar com isso! É muito difícil a gente conseguir entender que a Fada Madrinha com aquele jeitão maluco, atrapalhado, aquela fofura toda, com aquela conotação mágica, não existe exatamente daquela forma. É bastante difícil a gente crescer e entender com naturalidade que a Fada Madrinha real existe dentro de NÓS. Essa diferença imennnnnnnnnnnnnnsa causa um enorme desconforto em todos nós, mas aprendemos a lidar com o tal desconforto com um hábito incrível chamado: EMBOTAMENTO. Pois é, nossa cultura nos ajuda a acreditar que a Fada Madrinha talvez não goste muito do nosso jeito, ou não somos bons o bastante para merecermos tais bênçãos, por isso o "Príncipe Encantado" nunca aparece.
   Agora descobrimos porque adquirimos o hábito da frustração... Se minha Fada Madrinha não me "presenteia" é porque eu estou em "débito" por algum motivo, que ainda não descobri. Daí para sentir-se segregado, menosprezado, excluído do universo dos privilegiados que recebem as honras da abundância, da prosperidade, da felicidade suprema, da alma gêmea, da cara metade... É um tirimmm de espingarda, nénão???  =/

  
   Quem diria!!! A CULPA é da Fada Madrinha!!!! Gente!!! Apertem os cintos... Chamem a Fiona e o Shrek!!!

   Façamos a Marcha da Reivindicação dos NOSSOS Direitos de Recebimento das Bênçãos da Fada Madrinha!!!




   Parem de trabalhar...

   Mobilização JÁ!

   GRITEM!!! Cadê NOSSOS presentes!?!??? 
  
   Exigimos AGORA o direito de sermos presenteados também...




   kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Só por GOD!!!


   Quanto desperdício de energia produtiva em nossa jornada abençoada... Quanta ilusão deformadora e embotadora de nossa coragem, de nossas capacidades, de nosso desenvolvimento natural...

Todos nós podemos SER estrelas naturalmente
brilhantes em NOSSA vida!!!



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sensores...Sabores...


Boa noite gente do BEM... Viajantes nesta terra brasilis... Passageiros desta jornada infinita...

Sejam BEM VINDOS ao meu Universo de inúmeras elocubrações mentais... Monitoradas por sensações convergentes e regidas pelo signo de Terra: "Virgo". Há quem diga que somos negativos, estéreis, humanos e governados por Mercúrio... Eu digo que tudo não passa de mistificação, classificação,etiquetação, modelagem, emolduramento, definição, enclausuramento de alma livre... Seja lá o que for... Seja lá a nomenclatura que queira usar... Como disse Jung:

"TODO PADRÃO QUE DEFINE, TAMBÉM APRISIONA"



Sou o TUDO... E o quase NADA!
Sou o avesso do lado contrário.
Sou aquela que se desintegra sob pressão e se desfaz em ausências...
E tantas vezes me perco nas tentativas de descobrir quem sou...
Mas...
Ser, não vem somente quando arriscamos sentir?
Vivenciamos? Experimentamos? Saboreamos?
Então...
Hoje... EU SOU! 
(McSàlomão)

COMPARTILHANDO...


   Estava dentro do meu carro, parada no trânsito, de uma das cidades onde trabalho, e de repente vi um homem jovem, descarregando um caminhão de legumes e verduras. Algo aconteceu em mim, porque parecia que eu podia ouvir os sons internos daquele corpo. Fiquei admirando os movimentos que ele fazia. Dobrava seus braços, flexionando as pernas como num ballet sincronizado, e eu podia "ouvir" os sons que o seu corpo "produzia". Percebi, mais uma vez, a beleza da natureza humana. A força dos músculos daquele homem, abraçando, carregando cada caixa cheia de muita vida, que alimentará tantas outras vidas. Como este mundo é recheado de detalhes preciosos que, grande parte das vezes, deixamos passar despercebidos.
   O semáforo abriu e segui meu caminho, ainda envolvida pelas sensações daquela observação. Meus sensores estavam ligados e eu mais sensivel do que nunca, mais perceptível, mais "vulnerável" aos apelos dos estímulos externos, logo adiante, captam aquela cena, do outro lado da rua e me prende a atenção. Uma moça bem vestida com um terninho marrom escuro, bijuterias finas em pérola, salto alto, semblante tenso, olhando várias vezes as horas em seu relógio de pulso brilhante. Bolsa em tom caramelo fazendo uma combinação "tom sur tom" com os sapatos quaaase caramelo. Uma aparência apesar de clichê, bem agradável. Extremamente tensa, mas agradável de se ver. Foi então que percebi, novamente: "Estou ouvindo os sons silenciosos deste corpo que observo. Cada respiração, piscada, cada balançada de mãos, braços, cabelos bailando no ar, ouço as engrenagens daquele corpo habitado por vida, uma vida que parece ansiosa, aflita, inquieta, mas ainda assim, vida. O semáforo acusa que chegou a hora de partir, acendendo o sinal verde. Engato o primeira e sigo pela avenida movimentada, cheia de diferenetes carros, de todos os tamanhos, mas parecendo tão iguais, recheados de tanta gente igualmente diferente e parecendo tão igual.
   De repente aparece outro universo cheio de vida e me acompanha, por um bom pedaço nesta avenida. Aquele moço, com roupa de ginástica, capacete brilhante e calçando um par de tênis que pareciam ter asas, como um filho de Hermes, sentado sobre uma bicicleta toda equipadona com um monte de "traquitanas", daquelas que os "profíssas" em bike usam, pedalava, pedalava, pedalava numa velocidade de dar inveja a qualquer Papa Léguas.

Em uma das pernas exibia a tatuagem de um Totem belíssimo, com várias cabeças de animais de poder, ocupando toda a panturrilha direita; no braço oposto, tinha a tatuagem de uma carpa grande, toda colorida, parecia que estava viva, ocupando todo o ombro esquerdo, até o cotovelo.  
Esse tal moço pedalava tão compenetrado e eu pude "ouvir" o pulsar de seus batimentos cardíacos, sua respiração, as gotas de suor escorrendo pelas costas, ritmados com o compasso de cada pedalada. O próximo semáforo fechou e eu parei. Ele continuou a pedalar, ultrapassou o sinal vermelho e continuou... Até desaparecer do alcance das minhas vistas. Senti uma vibração interna, como se uma onda gigantesca tivesse passado por mim e abalado as estruturas que pareciam ser sólidas.
   Parada dentro do meu carro, esperando a mudança de cor do semáforo, anunciando que eu poderia continuar meu caminho, comecei a prestar atenção em meus sons internos. Minha respiração que é mais abdominal do que peitoral, com um ritmo especial, enche-me de vida e liberando a toxicidade do meu organismo pela expiração. Quanta mobilidade quase inperceptível para "olhos preguiçosos", tanta saliva produzida... Sinto as papilas gustativas percebendo alguns sabores que restam dentro de mim... Saboreio...
Os meus olhos piscam, eu respiro, elevo as sobrancelhas, faço caretas... Tanto olhar, dedos, pescoço, mãos, pés, pernas, coxas, língua, nariz, bochechas, boca... Boca salivando... Uma explosão de "movimentos", sentidos, sensações negligenciadas pela falta de atenção...

E ainda dizem que a vida é cheia de vazio!
Ahhhh... Mistificadores de vida inconcebida!!!



PARE!!! PRESTENÇÃO!!!

Olhe pra dentro!

SINTA! ARRISQUE-SE!!!

Saboreie-se...